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A Ilha do Príncipe Imprimir e-mail
São Tomé e Príncipe é um estado insular localizado no Golfo da Guiné, composto por duas ilhas principais (São Tomé e Príncipe) e várias ilhotas, num total de 964 km², com cerca de 140 mil habitantes. Estado insular, não tem fronteiras terrestres, mas situa-se relativamente próximo das costas do Gabão, Guiné Equatorial, Camarões e Nigéria.
 
História da Ilha do Príncipe Imprimir e-mail

A Ilha do Príncipe é a menor ilha do arquipélago de São Tomé e Príncipe, que é constituído por duas ilhas. A capital é Santo António com uma área de 142 km² e uma população estimada, em 2004, de 5.400 habitantes.

A ilha foi descoberta pelos portugueses em 17 de Janeiro de 1471 e denominada Santo António. Em 1502 tornou-se donataria com o nome de ilha do Príncipe. Tornou-se colónia da Coroa em 1573 e esteve ocupada pelos holandeses entre Agosto de Outubro de 1598. Em 1753 uniu-se a São Tomé para formar a colónia de São Tomé e Príncipe.

Administrativamente, esta ilha constitui, desde 29 de Abril de 1995, uma região autónoma, formada pelo distrito de Pagué.

 

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Economia Imprimir e-mail
A economia de São Tomé e Príncipe tem-se baseado na aposta no turismo para o seu desenvolvimento, mas a recente descoberta de jazidas de petróleo nas suas águas abriu novas perspectivas para o futuro.
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Cultura do Príncipe Imprimir e-mail

A CULTURA TEM CAMINHOS que às vezes nascem na terra, fluidos, indecisos, depois crescem e, como um destino, fazem-se ao mar: parecem rios. De muitos rios: O Auto de Floripes, na ilha do príncipe, é uma cultura feita de rios. De muito rios: papagaio, rio banzu rio ribeira forca …É uma cultura de mar.

Água doce e sal. Pulsar de marés, galés e madrugadas. Ondas da história.

          Memória e presente, teia de enigmas, o auto é cultura antiga, raiz líquida e funda. Festa grande que o povo guarda e cumpre todos os anos, como um destino.

Um destino que lhe trouxe o mar. Uma velha sina que se transfigura a mais pequena cidade do globo, Santo António do Príncipe, no palco maior do mundo.

          A15 de Agosto, com reincidência no domingo seguinte, toda a manhã, um a um cristão e mouro emergem dos confins de tempo. Sempre em desfile assaltam, ocupam as ruas, enchem-nas-por artes de teatro de sons e corres de guerra.

Tarde, noite dentro, teçam armas. Tenso frenesim. Pelejas ao jeito de outrora, sem quebranto de ânimo.

          Entretanto a cidade move-se, no seu devagar. Mas não indiferente, que este é o palco. E, á sua maneira, todos actuam. Mesmo eu terei tido um papel, nos dois anos (96 e 97) em que fotografei floripes. A negra, a casta Floripes. Donzela no auto e na vida. Virgem que a comunidade consagra no altar do teatro. Virtuosa maga, enfim, para aqui trazida pela rosa-dos-ventos.

          Num passado de bruma, que outros portos de abrigo demandou Floripes? Em que confins do mundo hoje se acolhe? E, em Portugal, por onde andou, por onde anda ainda a princesa turca?

          Talvez este livro ajude a levantar pontas do véu.

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